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As infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) são aquelas que podem ser adquiridas durante o contato...

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As infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) são aquelas que podem ser adquiridas durante o contato sexual.

 

Classificam-se como:

  • Obrigatoriamente de transmissão sexual;
  • Frequentemente transmitida por contato sexual;
  • Eventualmente transmitida por contato sexual.

 

Não usar a camisinha é a principal causa de contágio.

 

As ISTs mais conhecidas são:

 

Gonorreia – Infecção causada por bactéria. Na mulher, tem quadro clínico variado, desde formas quase sem sintomas até vários tipos de corrimento amarelado e com odor forte na vagina (vaginite) e uretra.

 

Sífilis – É uma infecção causada por bactéria. No homem e na mulher, 20 a 30 dias após o contato sexual, surge uma pequena ferida (úlcera) nos órgãos genitais (pênis, vagina, colo do útero, reto).

 

Cancro mole ou bubão – É causado pela bactéria Haemophilus ducrey. Nesse caso, surgem várias feridas nos genitais (que são doloridas) e na virilha. A secreção dessas feridas pode contaminar diretamente, sem ter relações sexuais, outras pessoas e outras partes do corpo.

 

Tricomoníase – É causada pelo protozoário Trycomona vaginalis. Na mulher causa corrimento amarelo, fétido, com cheiro típico, que pode causar irritação urinária. Não há sintomas em homens.

 

Herpes genital – É causado por vírus. Em ambos os sexos surgem pequenas bolhas que se rompem e causam ardência ou queimação, e cicatrizam espontaneamente. O contágio sexual só ocorre quando as bolhas estão no pênis, vagina ou boca.

 

Condiloma acuminado ou crista de galo – É causado pelo HPV, uma virose que está relacionada ao câncer de colo do útero e ao câncer do pênis. Inicialmente, é caracterizado por uma pequena verruga nos órgãos genitais tanto do homem como da mulher. O tratamento deve ser realizado em conjunto pelo casal.

 

Candidíase – É a infecção causada por micose ou fungo chamada de Candida albicans, que provoca corrimento semelhante a leite coalhado, que causa muita coceira e afeta 20 a 30% das mulheres jovens e adultas. No homem causa coceira no pênis, vermelhidão na glande e no prepúcio. Deve-se tratar o casal. Pode não ser uma doença adquirida por transmissão sexual.

 

Clamídia – É considerada atualmente a doença sexualmente transmissível de maior incidência no mundo, podendo atingir homens e mulheres em qualquer fase de suas vidas, desde recém nascidos de mães contaminadas. Nas mulheres, a porta de entrada é desde recém nascidos de mães. O sintoma, quando ocorre, é um discreto corrimento.

 

Fonte:

Dr. Sérgio dos Passos Ramos CRM17.178 – SP

Lima, Geraldo Rodrigues de; Girão, Manoel J.B.C.; Baracat, Edmund Chada. Doenças Sexualmente Transmissíveis. In: Ginecologia de Consultório. 2003.1ª Edição. P.193-210. Editora de Projetos Médicos. São Paulo - SP.

Sintomas

O sinal de alerta deve ser ligado a diversos sintomas relacionados a possível presença de uma infecções sexualmente transmissíveis (IST). Entretanto, vale notar que, algumas ISTs não apresentam nenhum sintoma, de modo que é importante manter uma rotina de acompanhamento médico regular, com a realização dos exames indicados pelo especialista. É interessante buscar o atendimento de um médico de confiança, que possa fazer o acompanhamento de longo prazo – conhecendo seu histórico e perfil.

 

Em primeiro lugar, fazer sexo sem camisinha significa estar vulnerável às ISTs, assim como compartilhar seringas e adotar outros comportamentos de risco. Se você teve alguma atitude que pode comprometer sua saúde, procure fazer exames e se cuidar. O diagnóstico precoce pode fazer a diferença no tratamento de doenças.

 

O Ministério da Saúde elencou uma série de sintomas que podem estar relacionados a diferentes ISTs. O diagnóstico correto, entretanto, somente poderá ser realizado por um médico. Confira a lista de sintomas e prováveis ISTs associadas:

 

Sintomas: Corrimento pelo colo do útero e/ou vagina (branco, cinza ou amarelado), coceira, dor ao urinar e/ou dor durante a relação sexual, mau cheiro na região.

 

IST prováveis: Tricomoníase, gonorreia, clamídia.

 

Sintomas: Corrimento pelo canal urinário, de cor amarela purulenta ou mais clara. Às vezes com mau cheiro, pode vir acompanhado de coceira e sintomas urinários, como dor ao urinar e vontade de urinar frequente.

 

IST prováveis: Gonorreia, clamídia, tricomoníase, micoplasma, ureoplasma.

 

Sintomas: Presença de uma ou várias feridas na região genital, dolorosas ou não, antecedidas ou não por bolhas pequenas, acompanhadas ou não de “íngua” na virilha. IST prováveis: Sífilis, cancro mole, herpes genital, donovanose, linfogranuloma venéreo.

 

Sintomas: Dor na parte baixa da barriga (conhecido como baixo ventre ou “pé da barriga”) e durante a relação sexual. IST prováveis: Gonorreia, clamídia, infecção por outras bactérias.

 

Sintomas: Verrugas genitais ou “crista de galo” (uma ou várias), que são pequenas no início e podem crescer rapidamente e ter aspecto de couve-flor. IST prováveis: Infecção pelo papilomavírus humano (HPV).

 

Fontes:

Ministério da Saúde. Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Diagnóstico de infecção pelo HIV. Disponível em: http://www.aids.gov.br/pt-br/profissionais-de-saude/hiv/diagnostico-de-infeccao-pelo-hiv

Ministério da Saúde. Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. O que é HIV - Sintomas e Fases da Aids. Disponível em: http://www.aids.gov.br/pt-br/publico-geral/o-que-e-hiv/sintomas-e-fases-da-aids. Acesso em: 12 de jun. 2013.

Diagnóstico

Um diagnóstico confiável das infecções sexualmente transmissíveis (IST) somente pode ser feito depois da realização de exames específicos, prescritos pelo médico. Como as ISTs são uma preocupação importante na vida das pessoas, pode ser uma tentação buscar na internet a resposta para algum sintoma desconhecido que apareça. Entretanto, o excesso de informações oferecidas na internet pode mais confundir que auxiliar você a entender o que está acontecendo. Desse modo, procure sempre atendimento médico adequado antes de tirar conclusões precipitadas.

 

O diagnóstico precoce de qualquer doença pode fazer a diferença no tratamento. Assim, não se esqueça de manter a regularidade das consultas em dia.

 

Vamos falar sobre a importância do diagnóstico precoce de uma das ISTs mais relevantes para a saúde pública: a AIDS.

 

Diagnóstico do HIV

 

(Retirado do site Aids.gov.br)

 

"Saber do contágio pelo HIV precocemente aumenta a expectativa de vida do soropositivo. Quem busca tratamento especializado no tempo certo e segue as recomendações do médico ganha em qualidade de vida.

 

Além disso, as mães soropositivas têm 99% de chance de terem filhos sem o HIV se seguirem o tratamento recomendado durante o pré-natal, parto e pós-parto. Por isso, se você passou por uma situação de risco, como ter feito sexo desprotegido ou compartilhado seringas, faça o exame!

 

O diagnóstico da infecção pelo HIV é feito a partir da coleta de sangue. No Brasil, temos os exames laboratoriais e os testes rápidos, que detectam os anticorpos contra o HIV em até 30 minutos, colhendo uma gota de sangue da ponta do dedo. Esses testes são realizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), nas unidades da rede pública e nos Centros de Testagem e Aconselhamento. Os exames podem ser feitos inclusive de forma anônima. Nesses centros, além da coleta e da execução dos testes, há um processo de aconselhamento, antes e depois do teste, para facilitar a correta interpretação do resultado pelo paciente. Também é possível saber onde fazer o teste pelo Disque Saúde (136).

 

A infecção pelo HIV pode ser detectada com, pelo menos, 30 dias a contar da situação de risco. Isso porque o exame (o laboratorial ou o teste rápido) busca por anticorpos contra o HIV no sangue. Esse período é chamado de janela imunológica."

 

Fonte:

Ministério da Saúde. Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Diagnóstico de infecção pelo HIV. Disponível em: http://www.aids.gov.br/pt-br/profissionais-de-saude/hiv/diagnostico-de-infeccao-pelo-hiv. Acesso em: 15 de jun. 2013.

Exames

Existem vários exames para diagnosticar as infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Eles podem ser realizados por rotina, para checagem após algum comportamento de risco, ou quando você perceber algum sintoma ginecológico diferente.

 

Durante o exame clínico, o médico ginecologista leva em conta diversos fatores para fazer a avaliação da paciente. Isso inclui a investigação sobre os sintomas apresentados, o histórico pessoal de doenças e atividade sexual, os resultados de exames anteriores, os hábitos de saúde e a prática sexual. Todas essas informações ajudarão a compor o quadro individual de saúde.

 

Os exames ginecológicos de consultório já permitem ao médico levantar algumas hipóteses sobre o que pode estar causando a alteração vaginal percebida pela paciente – corrimentos, verrugas, ardência, prurido, entre outros. Colhendo as “pistas” que indicam a possibilidade de uma doença sexualmente transmissível, o profissional pode prescrever os exames necessários para o diagnóstico preciso.

 

Esses indícios têm relação com a observação dos sintomas, por isso é importante toda mulher conhecer os sinais normais do próprio corpo ao longo do ciclo menstrual – e assim poder perceber quando algo não está bem. Entre o início e o final do ciclo, ocorrem alterações importantes que podem ser conhecidas por cada mulher, como por exemplo a variação da secreção vaginal. O muco geralmente varia em cor, cheiro, consistência e quantidade em cada período. Conhecendo as secreções normais, é possível identificar mais facilmente a secreção vaginal patológica, ou corrimento.

 

Para realizar os exames de IST, é possível recorrer aos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA). Os CTA são serviços de saúde que realizam ações de diagnóstico e prevenção das ISTs. Neles, é possível realizar gratuitamente testes para HIV, sífilis e hepatites B e C. Segundo o site do Departamento de IST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, o atendimento nesses centros é inteiramente sigiloso e oferece a quem faz o teste a possibilidade de ser acompanhado por uma equipe de profissionais de saúde. Eles vão orientar a paciente sobre o resultado final do exame, independente de ser positivo ou negativo. Quando os resultados são positivos, os CTA são responsáveis por encaminhar as pessoas para tratamento nos serviços de referência.

 

Fonte:

Ministério da Saúde. Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Diagnóstico de infecção pelo HIV. Disponível em: http://www.aids.gov.br/pt-br/profissionais-de-saude/hiv/diagnostico-de-infeccao-pelo-hiv. Acesso em: 12 de jun. 2013.

Prevenção

Quando se fala em prevenção das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), existem duas estratégias principais: a primária e a secundária. A primeira diz respeito à prevenção do contágio pelas ISTs, o que basicamente se faz pelo uso correto da camisinha masculina ou feminina em todo contato sexual. A segunda tática da prevenção se refere às pessoas já contaminadas, que precisam ser diagnosticadas e receber orientação correta, evitando a complicação da doença e a transmissão para seus parceiros. Esse cuidado é muito importante, pois uma vez diagnosticada uma enfermidade, ela precisa ser tratada, de modo a minimizar seus efeitos.

 

Em uma pesquisa do Ministério da Saúde de 2004, apenas metade das pessoas entrevistadas disseram que usaram o preservativo na primeira relação sexual, embora seja alto o nível de informação da população jovem a respeito da camisinha. Muitas vezes, acreditamos que o preservativo não é necessário em um relacionamento sério, por haver confiança entre o casal. Ou então existe a ideia de que a camisinha pode ser desconfortável, “quebrar o clima” e impedir o prazer. Entretanto, não usar preservativo significa adotar voluntariamente um comportamento de risco com relação às IST. Qualquer pessoa que pratique ou tenha praticado sexo inseguro está vulnerável, independente do número de parceiros. Muitas doenças não apresentam sintomas visíveis, de modo que é importante realizar exames regularmente e se prevenir.

 

O método mais seguro para prevenir contra ISTs, é o uso correto do preservativo. A camisinha masculina deve ser desenrolada totalmente sobre o pênis ereto, apertando-se levemente a ponta entre os dedos para que não acumule ar. Já a feminina é introduzida até oito horas antes da relação. Use apenas uma por vez, e desde o início do contato sexual. Leve sempre preservativos com você, armazenando longe do calor.

 

Os postos de saúde distribuem preservativos gratuitamente, e no mercado é possível encontrar uma variedade enorme de modelos, materiais, tamanhos, texturas, espessuras e até cheiros e cores. Usar camisinha é uma demonstração de cuidado com o próprio corpo, e também com o corpo do outro. Não coloque a sua saúde e a do seu parceiro em risco.

 

Fonte:

Ministério da Saúde. Manual de Controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis IST. Série Manuais, nº68. Brasília, 4ª edição. 2006. Disponível em: bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_controle_das_dst.pdf‎. Acesso em 04/03/2021

Tratamentos e cuidados

Cada infecções sexualmente transmissíveis (IST) tem um tipo de tratamento específico, dependendo muitas vezes do tipo de infecção que se trata. As ISTs podem ser causadas por bactérias, fungos ou vírus, e muitas delas não apresentam sintomas. Desse modo, é fundamental realizar exames de rotina, além de usar o preservativo para prevenir a contaminação.

 

Entre as gestantes, o não tratamento de ISTs pode gerar abortos espontâneos, natimortos, baixo peso ao nascer, infecção congênita e perinatal. Nas mulheres com infecções por gonorreia ou clamídia que não são tratadas, 10 a 40% desenvolvem doença inflamatória pélvica (DIP), aumentando 6 a 10 vezes as chances de desenvolver a gravidez ectópica. O HPV está relacionado ao câncer de colo de útero, vagina, vulva e ânus. Desse modo, prevenir e tratar as ISTs é fundamental para evitar complicações das doenças.

 

Para saber qual é o procedimento indicado no caso de qualquer doença, é preciso que ela seja identificada por um médico. O diagnóstico precoce pode ser muito útil para o processo de cura, sendo recomendado consultar um especialista assim que aparecer qualquer sintoma, além de realizar os exames de rotina.

 

Com relação às ISTs, muitas vezes o paciente interrompe os cuidados assim que os sintomas desagradáveis desaparecem, acreditando que se livrou do problema. Entretanto, é fundamental seguir à risca as recomendações médicas, até que você receba a liberação do tratamento. Interromper a medicação ou tomar atitudes contrárias ao que foi recomendado pode gerar complicações no seu quadro de saúde, retrocedendo as conquistas do tratamento.

 

Para que se rompa a cadeia de transmissão da IST, é importante envolver seu parceiro sexual no tratamento, mesmo que ele não apresente sintomas. Isso serve para a maioria das doenças, exceto corrimento por vaginose bacteriana e candidíase. O médico ginecologista deverá orientar a respeito. Se você tiver qualquer dúvida, aproveite a oportunidade e pergunte. Buscar informações na internet ou com amigos pode trazer ainda mais dúvidas, então é importante manter um canal de comunicação aberto com seu médico.

 

Cuidados

 

O cuidado principal no que se refere à prevenção das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) é simples: use camisinha. O preservativo, feminino ou masculino, protege contra a grande maioria das ISTs, garantindo um sexo seguro e sem preocupações. Além disso, previne a gravidez indesejada.

 

Sempre que desconfiar de alguma alteração na região vaginal, procure atendimento médico. Os exames proporcionarão informações confiáveis ao profissional de saúde que cuidará de você, indicando quais são os procedimentos necessários para restaurar seu bem-estar. Seja um quadro mais corriqueiro de infecção ou uma doença que exija maiores cuidados, ter um diagnóstico preciso em mãos é o primeiro passo para a recuperação.

 

Além disso, nesses momentos é importante também ter mais cautela nas relações sexuais. Isso porque é preciso impedir também a cadeia de transmissão da doença. Use camisinha para se proteger – e também proteger seu parceiro.

 

Os sintomas são sinais que podem indicar uma irregularidade no organismo. Entretanto, depois do diagnóstico de uma doença, é preciso fazer o acompanhamento correto do tratamento. Acreditar que o desaparecimento do sintoma significa a cura total da enfermidade é um erro comum, que pode mascarar futuras complicações. A infecção pode evoluir para formas crônicas graves, e manter-se a transmissão. Desse modo, siga inteiramente as instruções que foram passadas na consulta. Apenas um médico poderá dizer se você está realmente curada, e quais os cuidados que deve tomar a partir do fim do tratamento.

 

Estabelecer uma relação de confiança com o médico responsável pelo seu atendimento é fundamental para o cuidado da sua saúde sexual e reprodutiva. Enquanto existirem barreiras entre você e o profissional que está atendendo, as orientações que ele dará podem não se adequar a você. Assim, é preciso encontrar um médico que lhe faça sentir confortável em falar sobre assuntos íntimos como vida sexual e afetiva, que farão diferença para entender seus hábitos e preocupações mais importantes. Lembre-se que a tarefa do médico é orientar claramente, com o objetivo de maximizar sua saúde e bem-estar – e nunca julgar as pacientes.

 

Fontes:

Ministério da Saúde. Guia Prático Sobre HPV. Disponível em: https://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2014/marco/07/guia-perguntas-repostas-MS-HPV-profissionais-saude2.pdf

Ministério da Saúde. Manual de Controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis IST. Série Manuais, nº68. Brasília, 4ª edição. 2006. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_controle_das_dst.pdf. Acesso em 04/03/2021.

Convivendo

É possível ter uma vida saudável e prazerosa depois da descoberta de uma infecções sexualmente transmissíveis (IST). Com informação e responsabilidade, as doenças podem ser contidas. Além disso, muitas delas têm cura, e quanto mais precoce o diagnóstico, mais facilitado fica o tratamento.

 

O diagnóstico de uma IST pode trazer desconforto, baixa autoestima e ansiedade. Alguns casais enfrentam, ainda, crises de confiança quando descobrem uma doença. Em uma pesquisa feita no Ambulatório de Colposcopia da Santa Casa de São Paulo, 69% e 66% das mulheres entrevistadas relataram sentir preocupação e medo, devido ao aparecimento de verrugas genitais. Em seguida, apareceram os sentimentos de raiva (31%), tristeza (28%), vergonha (24%), culpa (17%), surpresa (14%) e impotência (7%). Apenas 3% sentiram indiferença. 41% delas tiveram alteração na atividade sexual por causa das verrugas, embora menos da metade (49%) tenha dito que passou a usar preservativos em todas as relações sexuais após o diagnóstico de contaminação pelo HPV. Uma em cada cinco mulheres relatou, ainda, conflito com o parceiro, relacionando a doença com infidelidade.

 

Assim, podemos ver que não é fácil descobrir uma IST. Nesses momentos delicados, é importante ter calma e buscar o apoio de pessoas de confiança, que podem ajudar você a enfrentar essa situação. É importante ter em mente que todas as pessoas estão sujeitas a pegar uma IST, e essas chances aumentam muito com comportamento de risco – como transar sem camisinha. Abrir mão do preservativo, mesmo em uma relação estável, é estar suscetível ao contágio por doenças que, às vezes, nem a outra pessoa sabe que tem. Previna-se.

 

Fonte:

Ministério da Saúde. Guia Prático Sobre HPV. Disponível em: https://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2014/marco/07/guia-perguntas-repostas-MS-HPV-profissionais-saude2.pdf

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Corrimentos

Corrimento ou vaginite é uma irritação ou secreção anormal expelida pela vagina, que geralmente possui um odor desagradável.

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corrimento

Corrimento ou vaginite é uma irritação ou secreção anormal expelida pela vagina, que geralmente possui um odor desagradável.

 

As principais causas do corrimento são:

 

  • Infecções Vaginais;
  • Vulvites e vulvovaginites;
  • Infecções cervicais ou do colo do útero;
  • ISTs.

 

Os corrimentos mais conhecidos são: a candidíase, a tricomoníase, a vaginose bacteriana e a cervicites.

 

Fontes:

Dr. Sérgio dos Passos Ramos CRM17.178 – SP Lima, Geraldo Rodrigues de; Girão, Manoel J.B.C.; Baracat, Edmund Chada. Doenças Sexualmente Transmissiveis. In: Ginecologia de Consultório. 2003.1ª Edição. P.193-210. Editora de Projetos Médicos. São Paulo-SP.

Sintomas

Os sintomas da vaginite variam de acordo com o tipo de corrimento. Os sinais mais conhecidos são:

 

  • Odor desagradável;
  • Coceira;
  • Corrimento espesso.

 

Em alguns casos, o corrimento pode apontar problemas mais sérios, como por exemplo o câncer de colo do útero. Nesse caso, o odor de sangue na secreção pode ser um sinal da doença.

 

Ao primeiro sintoma de corrimento, procure um médico ginecologista.

 

Fonte:

Dr. Sérgio dos Passos Ramos CRM17.178 – SP

 

Diagnóstico

Para diagnosticar corretamente que tipo de vaginite está afetando a paciente, o médico ginecologista realizará um exame clínico e, eventualmente, solicitará o Papanicolau e exames de laboratórios.

 

É importante ressaltar que o diagnóstico clínico é indispensável para detectar a causa do corrimento, e assim realizar corretamente o seu tratamento.

 

Fonte:

Dr. Sérgio dos Passos Ramos CRM17.178 – SP

 

Exames

Corrimento vaginal é o nome dado a secreções que não caracterizam a lubrificação natural do genital feminino e seu diagnóstico é feito em consulta ao ginecologista, no qual o médico fará o exame clínico para diagnosticar através dos sintomas e aspecto do corrimento qual sua possível causa e tratamento.

 

Caso o exame clínico não seja suficiente, o ginecologista poderá solicitar outros exames, como a medida do pH vaginal, análise microscópica do corrimento ou uma bacterioscopia vaginal para verificar as causas da secreção alterada.

 

O Papanicolaou é o mais popular exame ginecológico e consiste na coleta de material do colo do útero com uma espátula especial. O material coletado é colocado em uma lâmina e analisado por uma citopatologista por meio de um microscópio. O achado de micro organismos atípicos no exame de Papanicolaou nem sempre indica a presença de doenças ;porém, é mais uma ferramenta de diagnóstico, Já a Análise Microscópica do Corrimento ou Bacterioscopia é realizada por meio da coleta da secreção vaginal que será analisada microscopicamente em busca de fungos e bactérias, como por exemplo, o fungo causador da candidíase.

 

Para todos os exames é preciso que a paciente não use cremes vaginais, não tenha relações sexuais e não faça duchas vaginais dias antes e também não esteja menstruada.

 

Convivendo

O corrimento vaginal é caracterizado por uma mudança na secreção vaginal normal, seja em volume, cor, textura ou odor. Normalmente vem acompanhado de vermelhidão, ardência, coceira e dor durante as relações sexuais, sintomas que incomodam muito e levam as pacientes aos consultórios.

 

A causa mais comum para os corrimentos são desequilíbrios da flora vaginal provocado por diferentes microorganismos que vivem no próprio aparelho genital feminino ou que contaminaram a região. Nenhuma dessas causas pressupõe o diagnóstico de uma infecção sexualmente transmissível, já que muitos dos corrimentos são causados pela proliferação de bactérias naturais da mulher pelo desequilíbrio do pH vaginal ou até mesmo por bactérias intestinais.

 

Apesar de todos esses transtornos, é possível tratar o corrimento. Em primeiro lugar, é preciso procurar um ginecologista que identificará o causador da secreção excessiva para assim tratá-la. A partir disso é só seguir o tratamento e evitar comportamentos rotineiros que podem prejudicar a saúde ginecológica, como: evitar passar por situações de estresse, usar antibióticos apenas quando forem indicados pelo médico, evitar roupas apertadas e com tecidos sintéticos, manter a região genital sempre higienizada, preferir sabonetes próprios para higiene íntima e ter uma alimentação saudável.

 

Fontes:

MULHER.ORG.PT; Corrimento Vaginal. Disponível em: http://mulher.org.pt/corrimento-vaginal/. Acesso em 30 de dezembro de 2013. OBSERVATÓRIO DA SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE; Corrimento Vaginal. Disponível em: https://www.medicina.ufmg.br/observaped/corrimento-vaginal/. Acesso em 30 de dezembro de 2013.

 

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HPV

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HPV

O Human Papiloma Virus, ou HPV, é um vírus que vive na pele e nas mucosas dos seres humanos, tais como vulva, vagina, colo de útero e pênis. É uma infecções sexualmente transmissíveis (IST).  A ausência de camisinha no ato sexual é a principal causa da transmissão.

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hpv

Human Papiloma Virus, ou HPV, é um vírus que vive na pele e nas mucosas dos seres humanos, tais como vulva, vagina, colo de útero e pênis. É uma infecções sexualmente transmissíveis (IST). A ausência de camisinha no ato sexual é a principal causa da transmissão.

Também é possível a transmissão do HPV de mãe para filho no momento do parto, quando o trato genital materno estiver infectado. Entretanto, somente um pequeno número de crianças desenvolverá a papilomatose respiratória juvenil.

O HPV pode ser controlado, mas ainda não há cura contra o vírus. Quando não é tratado, torna-se a principal causa de câncer do colo do útero e da garganta. 99% das mulheres com câncer de colo do útero foram infectadas por esse vírus.

Fonte:
Dr. Sérgio dos Passos Ramos CRM17.178 – SP

O que é HPV?

Sintomas

O HPV pode ser sintomático clínico e subclínico. Quando sintomático clínico, o principal sinal da doença é o aparecimento de verrugas genitais na vagina, pênis e ânus.

É possível também o aparecimento de prurido, queimação, dor e sangramento. Espalham-se rapidamente, podendo se estender ao clitóris, ao monte de Vênus e aos canais perineal, perianal e anal.

Essas lesões também podem aparecer na boca e na garganta do homem e da mulher.

Nos homens, a maioria das lesões se encontra no prepúcio, na glande e no escroto. As verrugas apresentam um aspecto de uma couve-flor.

Já os sintomas do HPV subclínico (não visível a olho nu) podem aparecer como lesões no colo do útero, na região perianal, pubiana e ânus.

Fonte:
Dr. Sérgio dos Passos Ramos CRM17.178 – SP

Diagnóstico

O HPV pode ser diagnosticado através do exame ginecológico e de exames laboratoriais, como Papanicolau, colposcopia, peniscopia e anuscopia.

Deve-se realizar diagnóstico diferencial com outras lesões papilomatosas, incluindo variações anatômicas (glândulas sebáceas, pápulas perláceas do pênis), outras doenças infecciosas e neoplasias.

Lesões Benignas Comuns na Pele

  • Querastoses seborréticas – lesões hipertróficas de superfície rugosa.
  • Nevos-lesões tipicamente elevadas, porém tipos pedunculados podem ocorrer.
  • Pápulas perláceas do pênis – pápulas circunscritas, com 1 a 2mm de diâmetro, usualmente sobre a porção proximal de glande.

Neoplasias (se houver suspeita, a biópsia se faz necessária)

  • Papulose boewnóide – carcinoma in situ, pápulas rugosas únicas ou múltiplas, de 2 a 4mm de diâmetro, variando de cor da pele a vermelhos-acastanhado, recalcitrante às terapias habituais para verrugas.
  • Melanona maligno – tipicamente único, pode ser plano ou elevado com variação na cor e formato.
  • Condiloma gigante ou tumor de Buschke-Lowenstein – lesão maligna de baixo grau, localmente invasiva que pode surgir como condiloma pedunculado.  

Fonte: 
Dr. Sérgio dos Passos Ramos CRM17.178 – SP

Exames

O HPV pode ser identificado por meio de lesões que aparecem ao longo do trato genital, podendo chegar até o colo do útero. Ao perceber essas alterações nos exames ginecológicos comuns, o médico poderá solicitar mais exames para confirmar o diagnóstico. Conheça os principais:

Papanicolau: exame preventivo mais comum, detecta as alterações que o HPV pode causar nas células e um possível câncer, mas não é capaz de diagnosticar a presença do vírus. Recomenda-se que as mulheres realizem anualmente a partir dos 25 anos de idade. Com dois resultados negativos, a periodicidade do exame passa a ser a cada três anos, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde.

Colposcopia: feito com um aparelho chamado colposcópio, que aumenta a visão do médico de 10 a 40 vezes, o exame permite a identificação de lesões na vulva, na vagina e no colo do útero. A colposcopia é indicada nos casos de resultados anormais do exame de Papanicolau para saber a localização precisa das lesões precursoras do câncer de colo do útero. Após a identificação das regiões com suspeita de doença, remove-se um fragmento de tecido (biópsia) para confirmação diagnóstica.

Detecção molecular do HPV

Captura Híbrida: é um teste qualitativo de biologia molecular. A técnica investiga a presença de um conjunto de HPV de alto risco, mesmo antes da manifestação de qualquer sintoma, por meio da detecção de seu DNA, confirmando ou descartando a existência da infecção pelo vírus. Para realizá-la, o médico deve obter material da região genital ou anal por meio de uma escovinha especial, que é enviada para análise laboratorial.

PCR (reação em cadeia de polimerase): por meio de métodos de biologia molecular com alta sensibilidade, esse teste detecta a presença do genoma dos HPV em células, tecidos e fluidos corporais. É capaz de identificar a presença de praticamente todos os tipos de HPV existentes.

Fonte:
Ministério da Saúde. Guia Prático Sobre HPV. Disponível em:
https://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2014/marco/07/guia-perguntas-repostas-MS-HPV-profissionais-saude2.pdf   Acesso em 13/03/2018.
Varella, D. HPV (Papilomavírus Humano). Disponível em: http://drauziovarella.com.br/sexualidade/hpv-papilomavirus-humano/. Acesso em 13/03/2018.
Ministério da Saúde. Condiloma acuminado (HPV). Departamento de IST, Aids e Hepatite.  Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/dicas/236_condiloma.html. Acessado em 13/03/2018.

Prevenção

Para evitar a contaminação pelo HPV recomendam-se os seguintes cuidados:

  • Uso de camisinha masculina, para todos os tipos de relações sexuais (oral, anal, genital);
  • Uso de camisinha feminina;
  • Vacina quadrivalente (previne contra o HPV 6,11,16 e 18) ou bivalente (previne contra o HPV 16 e 18);
  • Rotina do exame preventivo (Papanicolau);
  • Evitar fumar, beber em excesso e usar drogas, pois essas atividades debilitam o sistema de defesa do organismo, tornando a pessoa mais susceptível ao HPV.

Fonte:
Dr. Sérgio dos Passos Ramos CRM 17.178 – SP

Prevenção HPV

Tratamentos e cuidados

Na maioria dos casos, o HPV não causa sintomas e é eliminado espontaneamente pelo corpo. Entretanto, de 30 a 40% dos tipos existentes de HPV podem afetar as áreas genitais de ambos os sexos, provocando lesões como as verrugas genitais e as alterações pré-cancerígenas no colo do útero. A forma de tratamento deverá ser escolhida levando-se em conta a idade da paciente, o tipo de HPV, a extensão e a localização das lesões.

Verrugas genitais

O tratamento para as verrugas genitais é bastante trabalhoso, já que elas podem voltar a aparecer várias vezes em até 50% dos casos, exigindo muitas aplicações, ao longo de semanas ou meses. É importante ter disciplina e paciência. Pode ser feito por laser, crioterapia (congelamento) ou cirurgia com uso de anestésicos locais. Podem ser utilizadas substâncias químicas diretamente nas verrugas, como a podofilina e seus derivados, e o ácido tricloroacético. Além disso, existem compostos que estimulam o sistema imune quando aplicados topicamente.

Câncer de colo de útero

O tratamento depende do estágio do câncer. Em alguns casos em que o câncer está restrito ao revestimento do colo do útero, o médico pode conseguir removê-lo completamente, por meio de bisturi ou excisão eletrocirúrgica.

Como o câncer pode recidivar, os médicos aconselham as mulheres a retornarem ao controle e à realização do exame de Papanicolau e da colposcopia a cada seis meses. Após dois resultados negativos, o seguimento passa a ser a cada três anos.

Quando o câncer se encontra em um estágio mais avançado, a histerectomia radical (cirurgia para a retirada do útero e das estruturas adjacentes) e a remoção dos linfonodos são necessárias. A radioterapia é altamente eficaz no tratamento do câncer de colo do útero avançado que não se disseminou além da região pélvica. Apesar de a radioterapia geralmente não provocar muitos problemas imediatos, pode afetar o reto e a vagina. Uma lesão tardia da bexiga ou do reto pode ocorrer e, geralmente, os ovários deixam de funcionar. Quando há disseminação do câncer além da pelve, a quimioterapia é algumas vezes recomendada.

Fonte:  
Ministério da Saúde. Guia Prático Sobre HPV. Disponível em:  
https://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2014/marco/07/guia-perguntas-repostas-MS-HPV-profissionais-saude2.pdf  Acesso em 13/03/2018.  
Varella, D. HPV (Papilomavírus Humano). Disponível em: http://drauziovarella.com.br/sexualidade/hpv-papilomavirus-humano/. Acesso em 13/03/2018.

Cuidados

Usar camisinha em todas as relações sexuais é importantíssimo para prevenir a transmissão do HPV e outras doenças. No caso do HPV, existe ainda a possibilidade de contaminação por meio do contato de pele com pele, e pele com mucosa. Isso significa que qualquer contato sexual – incluindo sexo oral e masturbação – pode transmitir o vírus. O contágio também pode ocorrer por meio de roupas e objetos, o que torna a vacina um elemento relevante da prevenção, bem como a prevenção e tratamento em conjunto do casal.

A vacina contra o HPV pode prevenir diversas doenças causadas pelo vírus. Conheça as indicações aprovadas pela Anvisa no Brasil, segundo o Guia do HPV:

 Vacina BivalenteVacina Quadrivalente
Indicação

Contra HPV 16 e 18 Para mulheres de 10 a 25 anos

 

Três doses (hoje, 1 mês e 6 meses)

Contra HPV 6, 11, 16 e 18 Para mulheres e homens de 9 a 26 anos

 

Três doses (hoje, 2 meses e 6 meses)

Cânceres e lesões pré-cancerosasColo do útero: previne até 70% dos casos

Colo do útero: previne até 70% dos casos vulva: previne até 50% dos casos

 

Vagina: previne até 60% dos casos

 

Ânus: previne até 90% dos casos

Verrugas genitais Previne até 90% dos casos

Conviver com qualquer doença exige responsabilidade. Muitas vezes, receber um diagnóstico de uma doença sexualmente transmissível tem um impacto emocional muito negativo. Por isso, é importante fazer o acompanhamento ginecológico recomendado e seguir o tratamento conforme orientação médica. Além disso, busque maneiras de falar sobre isso com amigos, familiares e profissionais de saúde de sua confiança. Para manter uma vida sexual saudável e prazerosa, é preciso cuidar de si mesmo e do parceiro, encarando as situações difíceis com responsabilidade.

Essas e outras recomendações você pode buscar em sites especializados, mas é importante sempre confirmá-las com seu médico de confiança, que avaliará seu caso individual.

Fonte:  
Ministério da Saúde. Guia Prático Sobre HPV. Disponível em: 
https://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2014/marco/07/guia-perguntas-repostas-MS-HPV-profissionais-saude2.pdf   Acesso em Novembro/20.

Convivendo

A infecção genital por HPV por si só não contraindica uma gravidez. Se existirem lesões induzidas pelo HPV (tanto verrugas genitais como lesões em vagina e colo), o ideal é tratar primeiro e depois engravidar.

Se ocorrer a gravidez na presença dessas lesões, não existem grandes problemas; porém, as verrugas podem se tornar maiores em tamanho e quantidade devido ao estímulo hormonal característico da gestação. Nessa situação, podem existir maiores dificuldades no tratamento, e o médico avaliará se é possível a realização de parto normal ou não.

Existe a possibilidade de o HPV ser transmitido para o feto ou recém-nascido e causar verrugas na laringe do recém-nascido e/ou verrugas na genitália. O risco parece ser maior nos casos de lesões como as verrugas genitais. Mesmo nesses casos, o risco de ocorrer esse tipo de transmissão é baixo.

É muito importante que a gestante informe ao seu médico, durante o pré-natal, se ela ou seu parceiro sexual já tiveram ou têm HPV.

Fonte:
Dr. Sérgio dos Passos Ramos CRM17.178 – SP

Convivendo com HPV

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Cervicite ou Endocervicite

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Cervicite ou Endocervicite

A cervicite, também conhecida por endocervicite, é uma inflamação do colo do útero provocada por uma variedade de organismos. Já a cervicite crônica é uma alteração no colo do útero que não causa problemas a mulher e acomete em maior proporção mulheres após o parto e que usam pílula.

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A cervicite, também conhecida por endocervicite, é uma inflamação do colo do útero provocada por uma variedade de organismos. Já a cervicite crônica é uma alteração no colo do útero que não causa problemas a mulher e acomete em maior proporção mulheres após o parto e que usam pílula.

 

Essa inflamação pode ser causada por outras doenças sexualmente transmissíveis, como gonorreia, herpes, clamídia e infecções bacterianas. Outra causa possível para a Cervicite é a sensibilidade causada por determinados produtos químicos, como os dos espermicidas das camisinhas e até mesmo dos tampões vaginais.

 

Fonte:

Dr. Sérgio dos Passos Ramos CRM17.178 – SP

Lima, Geraldo Rodrigues de; Girão, Manoel J.B.C.; Baracat, Edmund Chada. Doenças Sexualmente Transmissíveis. In: Ginecologia de Consultório. 2003.1ª Edição. P.193-210. Editora de Projetos Médicos. São Paulo - SP.

SINTOMAS

Os sintomas da Cervicite geralmente não são observados, mas há casos em que se notam os seguintes sinais e sintomas:

 

  • Irritação;
  • Vermelhidão no local;
  • Corrimento (sai do colo do útero e pode se exteriorizar pela vagina);
  • Perda de sangue após a relação sexual;
  • Dor pélvica;
  • Febre.

 

Fontes:

Dr. Sérgio dos Passos Ramos CRM17.178 – SP

Lima, Geraldo Rodrigues de; Girão, Manoel J.B.C.; Baracat, Edmund Chada. Doenças Sexualmente Transmissíveis. In: Ginecologia de Consultório. 2003.1ª Edição. P.193-210. Editora de Projetos Médicos. São Paulo - SP.

DIAGNÓSTICO

A cervicite ou a endocervicite é uma inflamação no colo do útero que normalmente surge em mulheres entre 18 a 25 anos de idade. Sua forma mais comum é a bacteriana e em muitos casos a mulher não apresenta sintomas da doença. Por esse motivo, é de grande importância que os exames ginecológicos sejam realizados no intervalo de tempo recomendado para que não haja o avanço do quadro de inflamação e possíveis complicações, como a perda da fertilidade.

 

A maioria das mulheres não apresenta sintomas relacionados com a doença ou estes são inespecíficos. As evidências clássicas de cervicite são dor intensa na região abdominal, dor durante as relações sexuais, febre, sangramento fora do período menstrual e secreção vaginal espessa.

 

O diagnóstico da doença é realizado por meio de exames ginecológicos, sendo o principal deles o Papanicolau. Durante esse exame o médico pode observar o colo do útero e colher amostras para a análise laboratorial. Trata-se de um exame simples e indolor, capaz de fornecer um diagnóstico preciso sobre a inflamação.

 

Ao apresentar algum dos sintomas procure imediatamente o seu ginecologista. E, mesmo que não seja notado nada de diferente, não deixe de realizar os exames ginecológicos de rotina, eles são fundamentais para a sua saúde e para a preservação da fertilidade.

 

Fonte:

IARC; Lesões inflamatórias do colo uterino. Disponível em: http://screening.iarc.fr/doc/colpochapterpt09.pdf. Acesso em 13/03/2018.

EXAMES

Para diagnosticar corretamente a cervicite é indicado o exame de colo, realizado pelo colposcópio ou a olho nu. Também pode ser requerido uma cultura de secreção, mas esse procedimento deve ser realizado com cuidado para evitar o diagnóstico equivocado.

 

Fonte:

Lopes, Antonio Carlos. Diagnóstico e Tratamento. In: Infecções pelo papilomavírus humano. 2007. Volume 3. P. 393 – 400. Editora Manole. Barueri – SP.

PREVENÇÃO

Para prevenir a cervicite o primeiro passo é usar camisinha em todas as relações sexuais, uma vez que muitas bactérias que causam a inflamação são transmitidas por relações sexuais. Manter a higiene sempre em dia também ajuda a evitar a contaminação por micro-organismos presentes no ânus.

 

Seguir uma dieta equilibrada e praticar exercícios físicos com regularidade são poderosas ferramentas contra as inflamações uterinas, como a cervicite. Além de fortalecer o sistema imunológico, manter a alimentação saudável e a prática de exercícios aumenta a disposição.

 

O exame de Papanicolaou deve ser realizado periodicamente conforme orientação do seu ginecologista. Este é um dos exames que pode auxiliar a verificar se há alguma inflamação no colo do útero, o que poderá levar a um diagnóstico preciso.

 

Visite seu ginecologista com regularidade e esclareça com ele todas as suas dúvidas. Somente esse profissional pode te orientar e, com a ajuda de exames, diagnosticar e tratar doenças que podem até mesmo comprometer a sua fertilidade.

 

Fonte:

IARC; Lesões inflamatórias do colo uterino. Disponível em: http://screening.iarc.fr/doc/colpochapterpt09.pdf. Acesso em 13/03/2018.

TRATAMENTOS E CUIDADOS

O tratamento da cervicite é realizado com o uso de antibióticos específicos contra as bactérias causadoras da infecção e durante sua realização é recomendada a interrupção de relações sexuais. O parceiro da paciente também deve ser examinado para verificar se há alguma bactéria presente no órgão genital masculino para realizar o tratamento.

 

Como os sintomas nem sempre aparecem, é preciso realizar o exame ginecológico de rotina, o Papanicolau, de acordo com a recomendação médica, e eventualmente outros exames. Caso seja visualizado algum indício de cervicite, o tratamento deve ser iniciado imediatamente visando preservar a fertilidade de mulher.

 

Não deixe de visitar seu ginecologista regularmente e realizar todos os exames indicados. Esses procedimentos são essenciais para a manutenção da sua saúde ginecológica e garantir seu bem-estar.

 

Fonte:

IARC; Lesões inflamatórias do colo uterino. Disponível em: http://screening.iarc.fr/doc/colpochapterpt09.pdf. Acesso em 13/03/2018.

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Cervicite ou Endocervicite
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Candidíase

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Candidíase

Também conhecida por monilíase vaginal, a candidíase vaginal é uma infecção ocasionada principalmente por um fungo denominado Candida albicans ou Monília, que causa um corrimento espesso, grumoso e esbranquiçado, acompanhada geralmente de irritação no local.

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Também conhecida por monilíase vaginal, a candidíase vaginal é uma infecção ocasionada principalmente por um fungo denominado Candida albicans ou Monília, que causa um corrimento espesso, grumoso e esbranquiçado, acompanhada geralmente de irritação no local.

 

Para alguns especialistas, raramente a candidíase é uma infecção sexualmente transmissível porque estudos mostram que o fungo já está na flora vaginal e, por um desequilíbrio da mesma, é que a Candidíase vem a se manifestar. A doença aparece quando a resistência do organismo cai ou quando a resistência vaginal está baixa, facilitando a multiplicação do fungo.

 

Estudos mostram que
alguns fatores são facilitadores dessa micose:

 

  • Antibióticos;
  • Gravidez;
  • Diabetes;
  • Outras infecções (por exemplo, pelo vírus HIV);
  • Deficiência imunológica;
  • Medicamentos como anticoncepcionais e corticoides;
  • Relação sexual desprotegida com parceiro contaminado;
  • Vestuário inadequado (roupas apertadas e biquínis molhados; lycra e roupa de academia que aumentam a temperatura vaginal);
  • Duchas vaginais em excesso.

 

Entre 20% a 25% dos casos de corrimentos genitais de natureza infecciosa têm como causa a Candidíase. Diz-se que 75% das mulheres têm essa infecção pelo menos uma vez na vida.

 

Referências:

 

Epidemiology and pathogenesis of recurrent vulvovaginal candidiasis
Jack D. Sobel, M.D.

 

Department of Medicine, The Medical College of Pennsylvania, Philadelphia, Pennsylvania

 

H. Curtis. “What is normal vaginal flora”. Genitourin Med 1997;73:3 230doi:10.1136/sti.73.3.230

 

Sobel, Jack D. “Epidemiology and pathogenesis of recurrent vulvovaginal candidiasis, realizado por Jack D. Sobel, do The Medical College of Pennsylvania”. American journal of obstetrics and gynecology 1985 – 152, no. 7 (1985): 924-935.

Sintomas

Os sinais mais comuns para essa doença são:

 

  • Corrimento esbranquiçado;
  • Coceira;
  • Escoriações na região vulvar;
  • Coloração vermelha na vagina.

 

Em casos extremos, a candidíase pode causar úlceras.

 

Fontes:

Dr. Sérgio dos Passos Ramos CRM17.178 – SP

Lima, Geraldo Rodrigues de; Girão, Manoel J.B.C.; Baracat, Edmund Chada. Doenças Sexualmente Transmissíveis. In: Ginecologia de Consultório. 2003.1ª Edição. P.193-210. Editora de Projetos Médicos. São Paulo-SP.

Diagnóstico

Para detectar corretamente a candidíase é necessário um exame clínico, isso porque os sintomas da doença podem aparecer somente no período menstrual. O diagnóstico é realizado também pelo exame microscópico do corrimento.

 

Fontes:

Dr. Sérgio dos Passos Ramos CRM17.178 – SP

Lima, Geraldo Rodrigues de; Girão, Manoel J.B.C.; Baracat, Edmund Chada. Doenças Sexualmente Transmissiveis. In: Ginecologia de Consultório. 2003.1ª Edição. P.193-210. Editora de Projetos Médicos. São Paulo-SP.

Exames

Mais comumente causada pelo fungo Candida albicans, a candidíase é uma doença que pode acometer várias partes do corpo humano, mas atinge mais frequentemente os órgãos genitais gerando grande incômodo como coceira, ardência ou dor ao urinar, vermelhidão, dor durante as relações sexuais e corrimento branco e espesso. Ela não é considerada uma IST (infecções sexualmente transmissíveis), pois o fungo vive naturalmente na flora vaginal e só se torna um problema quando se prolifera de maneira desenfreada.


O método diagnóstico mais comum é o exame realizado em consultório ginecológico. O médico, com base nas queixas da paciente, no exame clínico, que identifica o tipo de corrimento característico que, combinado aos sintomas presentes e eventualmente após a realização de exames adicionais, caracteriza a enfermidade. O fungo causador da candidíase pode ser encontrado no exame de Papanicolaou, no qual é feita a raspagem do canal vaginal e colo do útero para análise laboratorial. Encontrar o fungo no laudo não significa que a paciente tenha a candidíase. A bacterioscopia, exame em que a secreção vaginal é analisada em laboratório, também pode auxiliar no diagnóstico.

 

Fonte:

Rosa MI, Rumel D. Fatores associados à candidíase vulvovaginal: estudo exploratório. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2004;26(1):65-70.

TUA SAÚDE; Candidíase. Disponível em: http://www.tuasaude.com/candidiase/. Acesso em: 12/03/2018.

Tratamentos e cuidados

Para o tratamento da doença são recomendadas medidas simples:

 

  • Deve-se evitar vestuários inadequados;
  • Evitar duchas vaginais;
  • Não utilizar desodorantes íntimos;
  • Abstinência sexual durante o tratamento;
  • Usar camisinha.

 

juntamente com essas medidas é recomendado o uso de antimicóticos via oral, além da utilização de creme vaginal de uso tópico. Todo tratamento deve ser indicado por um especialista.

 

Fontes:

Dr. Sérgio dos Passos Ramos CRM17.178 – SP

Lima, Geraldo Rodrigues de; Girão, Manoel J.B.C.; Baracat, Edmund Chada. Doenças Sexualmente Transmissíveis. In: Ginecologia de Consultório. 2003.1ª Edição. P.193-210. Editora de Projetos Médicos. São Paulo-SP.

Convivendo

A candidíase é uma condição causada pela proliferação excessiva de fungos do gênero Candida, que normalmente existem na flora vaginal em pequenas quantidades. Sua aparição recorrente, na maioria dos casos, pode ser causada por fatores não ginecológicos, como estresse, baixa imunidade, má alimentação ou alguma outra doença. Por esse motivo, quando a candidíase se torna recorrente e a mulher passa a ter que conviver e tratar constantemente o problema. Outras causas devem ser investigadas.

 

Para evitar a candidíase recorrente, além do uso de medicamentos nos momentos de crise, é preciso seguir uma dieta pobre em açúcares e carboidratos, consumir em abundância alimentos ricos em vitamina A e D. Dormir bem e levar uma vida sem estresse também são atitudes fundamentais. Lembre-se também que existem outras condições que podem provocar sintomas semelhantes aos da candidíase, somente um ginecologista poderá diagnosticar e decidir o melhor tratamento para cada caso.

 

Fonte:

Rosa MI, Rumel D. Fatores associados à candidíase vulvovaginal: estudo exploratório. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2004;26(1):65-70.

TUA SAÚDE; Candidíase. Disponível em: http://www.tuasaude.com/candidiase/.Acesso em 12/03/2018.

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Câncer do Colo do Útero

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Câncer do Colo do Útero

O Câncer de Colo de Útero é uma lesão invasiva intrauterina ocasionada principalmente pelo HPV, o...

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O Câncer de Colo de Útero é uma lesão invasiva intrauterina ocasionada principalmente pelo HPV, o papilomavírus humano. Este pode se manifestar através de verrugas na mucosa da vagina, do pênis, do ânus, da laringe e do esôfago, ser assintomático ou causar lesões detectadas por exames complementares. É uma doença que costuma progredir de forma lenta, podendo levar mais de 10 anos para se desenvolver.

 

Alguns fatores favorecem o aparecimento dessa doença:

 

  • Sexo desprotegido com múltiplos parceiros;
  • Histórico de ISTs (HPV);
  • Tabagismo;
  • Idade precoce da primeira relação sexual;
  • Multiparidade (Várias gestações).

 

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de colo de útero é o segundo tumor mais frequente entre as mulheres, perdendo apenas para o câncer de mama.

 

Ao contrário do que se acredita, a endometriose e a genética não possuem relação com o surgimento desse câncer. Mas o Câncer de Colo de Útero, não tratado, pode evoluir para uma doença mais severa, o Carcinoma invasivo do colo uterino (tumor maligno).

 

Afeta em sua maioria mulheres entre 40 e 60 anos de idade.

Uterus – Útero

Cervix – colo do útero

Cervical Cancer – Câncer de colo do útero

 

Fontes:

Dr. Sérgio dos Passos Ramos CRM17.178 – SP

Lima, Geraldo Rodrigues de; Girão, Manoel J.B.C.; Baracat, Edmund Chada. Papilomavírus humano e o Câncer de colo uterino. In: Ginecologia de Consultório. 2003.1ª Edição. P.213 – 218. Editora de Projetos Médicos. São Paulo-SP.

Sintomas

Por ser uma doença lenta, geralmente quando os sintomas aparecem o câncer já se encontra em estágio avançado.

 

Os principais sintomas são:

 

  • Corrimento persistente de coloração amarelada ou rosa e com forte odor;
  • Sangramento após o ato sexual;
  • Dor pélvica;
  • Sangramento de causa não explicada.

 

Em casos mais graves há o surgimento de edemas nos membros inferiores, problemas urinários e comprometimento de estruturas extragenitais.

 

Fontes:

Dr. Sérgio dos Passos Ramos CRM17.178 – SP

Lima, Geraldo Rodrigues de; Girão, Manoel J.B.C.; Baracat, Edmund Chada. Carcinoma invasor do colo uterino. In: Ginecologia de Consultório. 2003.1ª Edição. P.255-262. Editora de Projetos Médicos. São Paulo-SP.

Diagnóstico

Para detectar o Câncer do colo de útero é necessária a realização do exame Papanicolau que pode ser complementado com colposcopia e biópsia para se confirmar o diagnóstico. Eventualmente pode ser necessário realizar a pesquisa do HPV também.

 

Fonte:

Dr. Sérgio dos Passos Ramos CRM17.178 – SP

Exames

O câncer de colo de útero, considerado um problema de saúde pública, é associado ao vírus do HPV, transmitido comumente pelo contato sexual. Ao atingir o colo uterino a partir da vagina, o HPV altera a estrutura e a reprodução das células do colo e dá origem ao câncer.

 

O exame ginecológico preventivo, o Papanicolau – trata-se do nome próprio do inventor do exame – é a principal ferramenta para diagnosticar as lesões precursoras do câncer. Este exame é indolor e rápido. A mulher pode sentir um pequeno desconforto caso esteja tensa ou se o profissional que realizar o procedimento não tiver a delicadeza necessária. Para garantir o resultado, 48 horas antes do exame a mulher não deve ter relações sexuais mesmo com camisinha, fazer duchas vaginais, ou aplicar produtos ginecológicos (cremes, óvulos).

 

Para a realização desse procedimento é inserido na vagina um instrumento chamado espéculo. O médico examina visualmente o interior da vagina e o colo do útero e com uma espátula de madeira e uma pequena escova especial é realizada a descamação do colo do útero a fim de recolher as células para a análise em laboratório.

 

Toda mulher que já teve ou tem relações sexuais e que esteja entre os 25 e 64 anos devem fazer o exame. O ideal é fazer dois exames com intervalo de um ano entre eles, se estiverem normais dá para espaçar mais e fazer exames a cada 3 anos.

 

FONTE:

INCA; “Câncer de colo de útero: detecção precoce”. Disponível em:

https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-do-colo-do-utero. Disponível em Novembro/20.

ZAMITH, Roberto, LIMA, Geraldo Rodrigues de, GIRÃO, Manoel J.B. “Doenças sexualmente transmissíveis” in: Ginecologia de Consultório. São Paulo: Editora de Projetos Médicos, 2003.

Prevenção

O câncer de colo de útero já é considerado um problema de saúde pública. Atualmente, existem diversas campanhas de conscientização sobre a importância de se prevenir dessa doença que mata tantas mulheres pelo mundo todos os anos.

 

A enfermidade é causada principalmente por meio da infecção pelo vírus HPV, o papiloma vírus humano, que de acordo com pesquisas, está presente em mais de 90% dos casos de câncer cervical. A principal forma de transmissão do vírus é via contato sexual, seja vaginal, oral ou anal.

 

Para se prevenir da doença o melhor aliado é o preservativo (camisinha), masculino ou feminino. A camisinha deve ser usada em todas as relações sexuais para garantir a proteção de ambos os parceiros.

 

Também é importante realizar anualmente o exame ginecológico preventivo, o popular Papanicolau. Esse procedimento é capaz de identificar as lesões precursoras do câncer de colo de útero possibilitando o diagnóstico no início da doença, aumentando assim as chances de sucesso no tratamento.

 

Está disponível a vacina tetravalente contra o HPV para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos. Essa vacina protege contra 4 tipos muito frequentes de HPV, são eles os tipos 6, 11, 16 e 18. Os dois primeiros causam verrugas genitais e os dois últimos são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero.

 

Não deixe de usar preservativo em todas as suas relações sexuais e de visitar seu ginecologista periodicamente para a realização dos exames de rotina. Simples atitudes como estas podem lhe proteger contra o câncer de colo de útero.

 

Fonte:

INCA; “Câncer de colo de útero: como prevenir”. Disponível em:
https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-do-colo-do-utero. Disponível em 11 de abril de 2014.

ZAMITH, Roberto, LIMA, Geraldo Rodrigues de, GIRÃO, Manoel J.B. “Doenças sexualmente transmissíveis” in: Ginecologia de Consultório. São Paulo: Editora de Projetos Médicos, 2003.

Tratamentos e cuidados

O tratamento desse câncer pode ser realizado por cirurgia, radioterapia ou quimioterapia.

 

Se descoberta de forma precoce o tratamento pode ser feito com a retirada somente da lesão sem a necessidade de anestesia geral ou ambiente hospitalar.

 

A cirurgia consiste na retirada do tumor e, ocasionalmente, na retirada do útero e da porção superior da vagina. De acordo com a paciente, seu modo de vida (o desejo de ter filhos) e com o estágio do câncer, é escolhida uma técnica específica para a realização da operação.

 

Já o tratamento por radioterapia tem a finalidade de reduzir o volume tumoral e melhorar o local, para depois realizar a radioterapia interna.

 

A quimioterapia é indicada para tumores em estágios avançados da doença.

 

Fonte:

https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-do-colo-do-utero.

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Câncer de Mama

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Câncer de mama

Câncer de mama é um tumor maligno, formado pelo crescimento de células de maneira desordenada, e desenvolvimento de um ou mais nódulos na mama.

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Câncer de mama é um tumor maligno, formado pelo crescimento de células de maneira desordenada, e desenvolvimento de um ou mais nódulos na mama.

 

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, é o câncer que mais causa mortes e o mais comum nas mulheres brasileiras, que o consideram a doença mais temida, já que afeta a percepção da sexualidade e a imagem pessoal.

 

Por não existir uma causa específica para essa doença, os especialistas apontam alguns fatores de risco que podem levar ao desenvolvimento desse tipo de câncer. Os principais são:

 

  • Ser mulher;
  • Idade – mulheres acima dos 50 anos correm mais risco;
  • Histórico familiar (parentes que já tiveram a doença);
  • Não ter filhos ou ter depois dos 30 anos;
  • Elevado consumo de álcool ;
  • Excesso de peso (gordura na região abdominal);
  • Falta de exercícios físicos;
  • Ciclo menstrual: mulheres que começaram a menstruar cedo (antes dos 12 anos) ou que entraram na menopausa após os 55 anos têm risco ligeiramente maior de ter câncer de mama;
  • Tratamento com dietilestilbestrol: no passado, grávidas tomaram essa droga para reduzir o risco de aborto espontâneo. Mais tarde descobriu-se que o medicamento tinha efeitos teratogênicos (causando más-formações) e carcinogênicos.

 

Fontes:
Dr. Sérgio dos Passos Ramos CRM17.178 – SP

Lima, Geraldo Rodrigues de; Girão, Manoel J.B.C.; Baracat, Edmund Chada. Procedimentos diagnósticos nas lesões não palpáveis da mama. In: Ginecologia de Consultório. 2003.1ª Edição. P.311-325. Editora de Projetos Médicos. São Paulo-SP.

Lima, Geraldo Rodrigues de; Girão, Manoel J.B.C.; Baracat, Edmund Chada. Câncer de mama: Fatores de risco, de prognóstico e preditivos. In: Ginecologia de Consultório. 2003.1ª Edição. P.311-325. Editora de Projetos Médicos. São Paulo-SP.

Sintomas

No câncer de mama, o sintoma mais comum é o aparecimento de um caroço na mama.

 

Os outros sinais da doença são:

 

  • Irritação da pele ou aparecimento de irregularidades na pele, como covinhas ou franzidos, ou que fazem a pele se assemelhar à casca de uma laranja;
  • Dor no mamilo ou inversão do mamilo (para dentro);
  • Vermelhidão ou descamação do mamilo ou pele da mama;
  • Saída de secreção (que não seja leite) pelo mamilo;
  • Caroço nas axilas.

 

Fonte: Dr. Sérgio dos Passos Ramos CRM17.178 – SP

Diagnóstico

Para a detecção precoce do câncer de mama é necessário visitar anualmente o médico ginecologista, e realizar alguns exames: o exame clínico das mamas e a mamografia, principalmente para mulheres acima de 40 anos.

 

As mulheres precisam ter auto conhecimento a respeito de suas mamas, tornar-se consciente de seu corpo e suas mamas e poder identificar quaisquer mudanças ou novos sintomas que surgirem. E no primeiro sinal de mudança procure seu médico.

 

Fonte:

Dr. Sérgio dos Passos Ramos CRM17.178 – SP

Exames

Quando é encontrado um nódulo na região mamária através do exame clínico ou autoexame, o médico ginecologista poderá solicitar os seguintes exames:

 

Mamografia – para confirmar a presença do nódulo nas mamas;

Biópsia – para analisar se o nódulo é benigno ou maligno;

Ultrassonografia de mama – quando não é possível distinguir o cisto do nódulo na mamografia, a ultrassonografia é requerida;

Ressonância Magnética (RM) – utiliza ondas de rádio e fortes ímãs, além de computador, que transforma os resultados em imagem. Tipos especiais de RM podem ser usados para analisar melhor os cânceres encontrados por mamografias, ou para casos de alto risco.

 

Para rastreio do câncer de mama a recomendação atual é de que seja feita uma mamografia anual dos 50 aos 69 anos de idade. Antes disso somente em casos específicos.

 

Referência:

http://www.inca.gov.br/outubro-rosa/cancer-mama.asp.

Prevenção

Para diminuir a chance do desenvolvimento do câncer de mama, as mulheres devem tomar alguns cuidados, ao longo da vida.

 

Ações que ajudam a prevenir o câncer de mama:

 

  • Boa alimentação: evitar gordura animal e privilegiar verduras que contenham princípios antiproliferativos, como brócolis e repolho;
  • Realizar exercícios físicos de modo continuado (correr, andar, nadar);
  • Amamente: a amamentação exclusiva até os 6 meses e depois mantida até os dois anos de idade do filho, protege contra o câncer de mama;
  • - Mantenha o peso adequado
    - Não fume
    - Evite bebidas alcoólicas

 

Algumas pessoas podem ter fatores hereditários ou genéticos que favorecem o surgimento de câncer de mama. O câncer de mama de caráter hereditário corresponde somente a 5-10% de todos os casos de câncer de mama.

 

Ter dois ou mais fatores abaixo indicam um aumento do risco:
- Histórico familiar de câncer de ovário
- Câncer de mama na família antes dos 50 anos.
- História familiar de câncer de mama em homens.
Alteração genética dos genes BRCA1 e 2

 

Fonte:

http://www.inca.gov.br/outubro-rosa/cancer-mama.asp.

Tratamentos e cuidados

O tratamento do câncer de mama varia e depende do tipo e local do tumor, grau de estadiamento (fase que a doença está) e idade e condições gerais da paciente. Atualmente temos diversas opções terapêuticas e podem ser cirurgias, quimioterapia, radioterapia, hormônio terapia e terapia biológica.

 

Fonte:

https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-mama.

Convivendo

Alguns mitos sobre o câncer de mama assustam muitas mulheres sobre o possível desenvolvimento da doença. Confira abaixo as dúvidas mais comuns sobre os riscos.

 

  • Agrotóxicos nos alimentos – não existe associação comprovada entre uso de agrotóxicos e câncer de mama;
  • Fumo – Também não há associação comprovada entre câncer de mama e cigarro, mas como o fumo está associado a uma série de outros cânceres (pulmão, boca, pâncreas, bexiga, etc.), problemas cardíacos e derrames, o ideal é procurar um serviço especializado e largar o cigarro;
  • Uso de antitranspirantes e uso de sutiãs com suporte metálico – correntes disparadas pela internet disseminaram rumores de que o uso de antitranspirantes causa câncer de mama. Mais recentemente, os sutiãs com suportes metálicos foram alvo de outra corrente. Não existem evidências de que desodorantes e sutiãs causem câncer de mama;
  • Aborto – ativistas contrários ao aborto disseminaram a ideia de que o procedimento aumenta o risco de câncer de mama, o que não é verdade. Abortos espontâneos também não elevam o risco de ter câncer de mama;
  • Implantes de silicone – implantes de silicone formam cicatriz na mama e podem dificultar a detecção precoce do tumor, bem como a visualização do tecido mamário nas incidências padrões da mamografia. Contudo, não aumentam o risco de câncer.

 

Fonte: Dr. Sérgio dos Passos Ramos CRM17.178 – SP

Convivendo com câncer de mama

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Cólica

A cólica, também conhecida por dismenorreia, é o sintoma mais natural e comum que acompanha a menstruação. Juntamente com a tensão pré-menstrual, é uma das principais queixas das mulheres.

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A cólica, também conhecida por dismenorreia, é o sintoma mais natural e comum que acompanha a menstruação. Juntamente com a tensão pré-menstrual, é uma das principais queixas das mulheres.

 

Há dois tipos de cólica: a primária, que existe desde a menarca (nome dado à primeira menstruação) juntamente com o início dos ciclos ovulatórios; e a secundária, que surge após um período sem dor.

 

A cólica primária é de natureza desconhecida e inata ao organismo feminino. Já a cólica secundária pode ser provocada por doenças como inflamações pélvicas, endometriose e fibromiomas.

 

Não há como prever a duração da cólica, mas geralmente a dismenorreia precede a menstruação por alguns dias e se intensifica com a chegada do fluxo menstrual.

 

Fonte:

Lima, Geraldo Rodrigues de; Girão, Manoel J.B.C.; Baracat, Edmund Chada. Dismenorréia. In: Ginecologia de Consultório. 2003.1ª Edição. P.63. Editora de Projetos Médicos. São Paulo-SP.

Colica
Sintomas

Os principais sintomas que acompanham a cólica são:

 

  • Enjoos;
  • Diarreia;
  • Vômitos;
  • Cansaço;
  • Dor de cabeça;
  • Nervosismo;
  • Vertigem e desmaios.

 

Nas cólicas secundárias, os sintomas aparecem após algum tempo de uma doença orgânica ou de algum fato específico. As causas mais comuns da dismenorreia secundária são: endometriose, alteração nos ovários e/ou útero, uso de DIU, miomas, doença inflamatória pélvica, má formações uterinas e hímen não perfurado (que não permite a saída do fluxo menstrual).

 

Fonte:

Dr. Sérgio dos Passos Ramos CRM17.178 – SP

Diagnóstico

Para as sortudas ela nem dá as caras, para outras se trata apenas de um pequeno incômodo, já para algumas ela é uma verdadeira tortura. A cólica menstrual ou dismenorreia é uma dor na região pélvica que aparece um pouco antes ou junto com a menstruação e pode variar de intensidade. Em alguns casos ela pode ser tão forte que incapacita as mulheres de seguir com suas rotinas, podendo causar até mesmo transtornos gastrointestinais e cefaleia.

 

Nesses casos mais severos é preciso procurar um ginecologista para que, através de exames clínicos e laboratoriais, possa realizar um diagnóstico correto sobre o motivo das fortes dores. Cólicas sem causa patológica, ou seja, que são exclusivamente provocadas pelas contrações uterinas normais do período menstrual, têm início de 6 a 12 meses após a primeira menstruação e ocorrem de 8 a 72 horas do início do fluxo sanguíneo e são diagnosticadas através do exame clínico em consultório e conversa com a paciente. Quando a dor é muito intensa e foge dos padrões de duração anteriormente mencionados é preciso realizar alguns exames como ultrassonografia pélvica ou transvaginal, tomografia computadorizada ou bacterioscopia da secreção vaginal para investigar possíveis patologias como inflamações do colo do útero, miomas, endometriose, entre outras.

 

Procurar ajuda médica quando as cólicas menstruais passam de um simples incômodo para um problema que afeta sua rotina é o primeiro passo para obter um diagnóstico. As dores muitas vezes escondem problemas que podem até mesmo afetar a fertilidade feminina, mas que quando diagnosticados precocemente são resolvidos com o uso de medicamentos ou intervenções cirúrgicas simples.

 

Fonte:

FEBRASGO; Endometriose. Disponível em: http://professor.pucgoias.edu.br/SiteDocente/admin/arquivosUpload/13162/material/Manual%20Endometriose%202015.pdf. Acesso em Novembro/20.

UNASUS/UNIFESP-SP; Dismenorreia. Disponível em: http://www.unasus.unifesp.br/biblioteca_virtual/esf/1/casos_complexos/Amelia/Complexo_05_Amelia_Dismenorreia.pdf. Acesso em Novembro/20.

Exames

A cólica menstrual é um dos motivos mais frequentes de visitas aos consultórios ginecológicos. Conhecida também como dismenorreia, ela consiste na dor pélvica antes ou durante a menstruação que atinge cerca de 90% das mulheres em idade reprodutiva, sendo que 10% dessas sentem dores incapacitantes.

 

A cólica pode coincidir apenas com o ciclo menstrual ou estar associada a alguma enfermidade orgânica. Doenças como adenomiose, inflamação pélvica e endometriose podem estar diretamente relacionadas às fortes dores que podem até mesmo causar náuseas, vômitos, cefaleia e vertigens.

 

Para detectar a causa desse incômodo é possível que o ginecologista realize o exame físico geral e ginecológico buscando identificar uma possível causa orgânica da dor por meio da avaliação do colo, presença de hérnia, sinais de herpes, corrimentos, inflamação do colo uterino, vaginite ou uretrite (inflamação da uretra).

 

Caso haja suspeita de alguma causa orgânica o médico poderá solicitar exames complementares que podem variar de exames de sangue e urina até exames de imagem, podendo, inclusive ser necessária a realização de laparoscopia, procedimento cirúrgico que serve para entre outras coisas pesquisar e tratar a endometriose.

 

Fonte:

UNASUS/UNIFESP-SP; Desmenorreia. Disponível em: 
http://www.unasus.unifesp.br/biblioteca_virtual/esf/1/casos_complexos/Amelia/Complexo_05_Amelia_Dismenorreia.pdf. Acesso em 13/03/2018.

Prevenção

As tão indesejadas cólicas menstruais que insistem em visitar todos os meses grande parte das mulheres em idade fértil não precisam ser um transtorno eterno. Caso as fortes dores não tenham nenhuma causa orgânica ou patológica, algumas atitudes e mudanças de hábitos podem te ajudar a passar pelo período menstrual sem sofrimento.

 

É possível prevenir ou amenizar as cólicas menstruais ao longo de todo o mês. Manter uma alimentação saudável e equilibrada, ingerindo todos os nutrientes necessários e sem pular refeições auxilia a saúde como um todo. Praticar exercícios físicos com frequência também colabora para a redução do fluxo menstrual e de possíveis processos inflamatórios graças à liberação da endorfina, o hormônio que gera a sensação de satisfação.

 

Uma técnica antiga, simples e eficiente é colocar uma bolsa de água quente na região pélvica quando a cólica começar a dar sinais de que está vindo, pois o calor dilata os vasos sanguíneos, relaxando e diminuindo a dor.

 

Procure estar atenta aos sinais do seu corpo, ele é a sua casa e conhecer onde você vive e o que pode provocar alguma dor é essencial para evitar tais comportamentos e viver melhor. Se as cólicas menstruais persistirem e se mostrarem severas procure seu ginecologista, apenas um especialista pode diagnosticar a causa dor e receitar o melhor tratamento.

 

Fonte:

UNASUS/UNIFESP-SP; Dismenorreia. Disponível em: 
http://www.unasus.unifesp.br/biblioteca_virtual/esf/1/casos_complexos/Amelia/Complexo_05_Amelia_Dismenorreia.pdf. Acesso em 13/03/2018.

Tratamentos e cuidados

Por ser um mal que atinge grande parte das mulheres em idade fértil, a cólica menstrual é uma dor na região pélvica que é provocada pela liberação da prostaglandina, substância que faz com que o útero se contraia para a eliminação da sua camada interna em forma de sangramento. As fortes dores podem ter como causa o ciclo menstrual ou patologias do aparelho reprodutivo, como miomas, tumores ou endometriose.

 

Quando as dores severas passam a ser rotina na vida de uma mulher, é preciso procurar um ginecologista para investigar o motivo desse incômodo, estabelecendo o diagnóstico correto por meio de exames clínicos e laboratoriais para iniciar o tratamento.

 

Se o motivo da dor é apenas reflexo dos hormônios do período menstrual, o melhor tratamento consiste em praticar exercícios físicos para a liberação de endorfina e relaxamento do corpo, ingestão e alimentos ricos em fibra e a aplicação de bolsas de água quente já são suficientes para aliviar as dores. Mas, se a for causada por alguma patologia, é necessário tomar a ingestão de medicamentos de acordo com orientação médica.

 

Para saber o tratamento ideal para a cólica menstrual procure um médico ginecologista para que ele possa fazer o diagnóstico correto e iniciar o melhor tratamento para você.

 

Fonte:

UNASUS/UNIFESP-SP; Desmenorreia. Disponível em: 
http://www.unasus.unifesp.br/biblioteca_virtual/esf/1/casos_complexos/Amelia/Complexo_05_Amelia_Dismenorreia.pdf. Acesso em 13/03/2018.

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Síndrome da tensão pré-menstrual – TPM

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Síndrome da tensão pré-menstrual – TPM

A TPM é o período que precede a menstruação. Durante esse período, podem aparecer sintomas psicológicos e físicos, que podem desaparecer no primeiro dia do fluxo menstrual e, em algumas mulheres, somente com o fim do fluxo.

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A TPM é o período que precede a menstruação. Durante esse período, podem aparecer sintomas psicológicos e físicos, que podem desaparecer no primeiro dia do fluxo menstrual e, em algumas mulheres, somente com o fim do fluxo. Continue a leitura para saber quais são e como tratar.

 

A principal causa da TPM é a alteração hormonal durante o período menstrual, que interfere no sistema nervoso central. Parece existir uma conexão entre os hormônios sexuais femininos, as endorfinas (substâncias naturais ligadas à sensação de prazer) e os neurotransmissores, tais como a serotonina.

SINTOMAS DA TPM

Os sintomas da TPM podem ser físicos ou emocionais. Os principais sintomas da TPM incluem:

 

Sintomas Emocionais:

 

  • Depressão;
  • Tristeza e vontade de chorar;
  • Irritabilidade;
  • Ansiedade;
  • Insônia;
  • Fome em excesso ou falta de apetite;
  • Sonolência;
  • Dificuldade de concentração;
  • Cansaço.

 

Sintomas Físicos:

 

  • Dor de cabeça;
  • Fome em excesso ou falta de apetite;
  • Sonolência;
  • Acne;
  • Aumento de peso;
  • Inchaço nas mamas;
  • Dores osteomusculares;
  • Distensão abdominal.

 

Para caracterizar a TPM não é necessária a ocorrência de todos esses sintomas, que devem desaparecer com o fluxo.

DIAGNÓSTICO DA TPM

Todos os meses, a tensão pré-menstrual atrapalha a vida pessoal e profissional de diversas mulheres em todo o mundo. Em geral, os sinais da TPM aparecem na metade do ciclo menstrual e desaparecem em até dois dias após o início da menstruação.

 

Tempo de diagnóstico – costuma ser demorado, principalmente pela falta de exames que comprovem a existência da tensão pré-menstrual. As mulheres que têm sintomas mais severos passam por diversos médicos e demoram anos para serem diagnosticadas com a TPM.

 

Ajuda médica – outra questão é que a maioria das mulheres que têm sintomas intensos de tensão pré-menstrual não procuram ajuda médica por acreditarem que eles são normais ou que o médico não dará importância para a queixa.

 

Apesar de não ter diagnóstico e tratamento específicos, a TPM pode ser caracterizada por um quadro de sintomas que podem ser amenizados por meio do tratamento correto. Se você passa por esse sofrimento todos os meses, não espere pela sua próxima menstruação, procure o quanto antes um ginecologista e explique seu problema para iniciar o melhor tratamento para o seu caso. A TPM tem tratamento!

TRATAMENTOS E CUIDADOS DA TPM

Pílula anticoncepcional – como a TPM está ligada à ovulação, muitas mulheres podem se beneficiar do uso da pílula anticoncepcional, que suspende a menstruação.

 

Antidepressivos – em casos graves de síndrome disfórica pré-menstrual, é necessária uma medicação mais específica. Atualmente, os medicamentos com melhores resultados são os antidepressivos. Eles têm melhorado muito a qualidade de vida das mulheres com a disfunção.

 

Vitaminas, minerais e ácidos – embora não haja comprovação científica, resultados de tratamentos com a vitamina B6 (piridoxina), a vitamina E, o cálcio e o magnésio mostram que essas substâncias podem melhorar os sintomas. O mesmo acontece com o ácido gama linoleico, que é um ácido graxo essencial presente no óleo de prímula.

 

Nunca se automedique, isso pode causar outros problemas e até agravar ou mascarar sinais e sintomas. Somente o médico pode indicar o melhor tratamento para o seu caso.

CONVIVENDO COM A TPM

Para muitas mulheres, a TPM pode atrapalhar as tarefas diárias, sejam profissionais ou pessoais. Veja algumas dicas para amenizar os sintomas da TPM:

 

  • Realize atividades que proporcionem bem-estar – como passear no parque ou ter um hobbie;
  • Faça exercícios físicos – uma caminhada, andar de bicicleta, nadar ou jogar tênis são alguns exemplos que podem ajudar a reduzir a tensão e a melhorar a autoestima;
  • Controle sua agenda – evite agendar compromissos importantes nos dias que antecedem a sua menstruação;
  • Cuide de seu corpo – faça isso mesmo que você não vá sair de casa, pois ajuda a elevar a autoestima;
  • Afaste os pensamentos negativos – seja otimista e mentalize coisas boas;
  • Tenha uma alimentação balanceada – coma verduras, frutas e legumes e evite alimentos muito industrializados e fritos;
  • Diminua o sal – ele ajuda a desencadear os inchaços, pois contribui para a retenção de líquidos;
  • Redobre os cuidados com a pele – o aumento de oleosidade da pele e surgimento de acne está relacionado com esse período;
  • Evite o consumo excessivo de carboidratos e açúcares – como doces, chocolates e amendoim.

 

Referências

 

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Ovários Policísticos

Métodos contraceptivos reversíveis de longa duração (LARC, sigla em inglês para Long-Acting Reversible Contraception) são opções seguras para evitar no longo prazo uma gestação não planejada, sem a necessidade da intervenção diária da paciente e sem prejudicar a fertilidade no futuro.

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A Síndrome do Ovário Policístico, também conhecida pela sigla SOP, é um distúrbio endócrino que provoca alteração dos níveis hormonais, levando à formação de cistos nos ovários que fazem com que eles aumentem de tamanho.

 

É uma doença caracterizada pela menstruação irregular, alta produção do hormônio masculino (testosterona) e presença de micro cistos nos ovários.

 

Sua causa ainda não é totalmente esclarecida. A hipótese é que ela tenha uma origem genética e estudos indicam uma possível ligação entre a doença e a resistência à ação da insulina no organismo, gerando um aumento do hormônio na corrente sanguínea que provocaria o desequilíbrio hormonal.

 

Segundo o Serviço de Endocrinologia do Hospital das Clínicas de São Paulo, a Síndrome do Ovário Policístico atinge cerca de 7% das mulheres na idade reprodutiva.

 

Referências:

Sirmans SM, et al. Epidemiology, diagnosis, and management of polycystic ovary syndrome. Clinical Epidemiology. 2014;6:1.

Fauser JM, Tarlatzis BC, Rebar RW, et al. Consensus on women’s health aspects of polycystic ovary syndrome (PCOS): the Amsterdam ESHRE/ ASRM-Sponsored 3rd PCOS Consensus Workshop Group. fertil Steril. 2012;97:28-38.

Sintomas

A falta crônica de ovulação ou a deficiência dela é o principal sinal da síndrome.

 

Em conjunto, outros sintomas podem ajudar a detectar essa doença, como:

 

  • Atrasos na menstruação (desde a primeira ocorrência do fluxo);
  • Aumento de pelos no rosto, seios e abdômen;
  • Obesidade;
  • Acne.

 

Em casos mais graves, pode predispor o desenvolvimento de diabetes, doenças cardiovasculares, infertilidade e câncer do endométrio.

 

Referência:

Manual de orientação em ginecologia endócrina. Federação brasileira das associações de ginecologia e obstetrícia. 2010;6:76-96.

Diagnóstico

Para realizar o diagnóstico da síndrome dos ovários policísticos são necessários o exame clínico, o ultrassom ginecológico e exames laboratoriais.

 

Através do ultrassom, a doença é percebida pelo aparecimento de muitos folículos ao mesmo tempo na superfície de cada ovário. Esse ultrassom deve ser feito entre o terceiro e o quinto dia do ciclo menstrual. Não sendo a mulher virgem, deve-se dar preferência à técnica de ultrassom transvaginal.

 

É importante definir que esses resultados não se aplicam a mulheres que estejam tomando pílula anticoncepcional. Se houver um folículo dominante ou um corpo lúteo, é importante repetir o ultrassom em outro ciclo menstrual para realizar o diagnóstico corretamente.

 

Mulheres que apresentam apenas sinais de ovários policísticos ao ultrassom sem desordens de ovulação ou hiperandrogenismo não devem ser consideradas como portadoras da síndrome dos ovários policísticos.

 

Referência:

Manual de orientação em ginecologia endócrina. Federação brasileira das associações de ginecologia e obstetrícia. 2010;6:76-96.

Exames

A síndrome de ovário policístico (SOP) é uma doença causada pelo desequilíbrio dos hormônios na mulher. Ela pode alterar o ciclo menstrual, causar problemas de pele e ocasionar pequenos cistos nos ovários que por fim podem gerar dificuldades para engravidar entre outros problemas. porém, algumas vezes pode ser assintomática. As mulheres descobrem a síndrome entre 20 e 30 anos de idade, mas os primeiros sintomas aparecem logo nos primeiros ciclos menstruais ainda na adolescência. Pacientes que apresentam a doença normalmente têm antecedentes da mesma enfermidade em parentes próximos, como mãe e irmãs, o que configura uma pré-disposição genética ao desequilíbrio hormonal e suas consequências.

 

O médico algumas vezes já consegue diagnosticar a SOP através da história e do exame físico, porém existem diversos exames que auxiliam no diagnóstico da síndrome. Pela ecografia e laparoscopia pélvica é possível observar a dilatação do clitóris e dos ovários. O exame de sangue auxilia na verificação dos níveis de hormônios como estrogênio, folículo estimulante (FSH), luteinizante (LH), testosterona, tireoide e prolactina. A SOP pode contribuir para o surgimento de muitas doenças também como: Diabetes, alterações do colesterol, aumento do peso e da pressão arterial podendo até causar câncer de útero se não for adequadamente tratada.

 

Se você faz parte do grupo de risco da doença ou sente algum tipo de desconforto ginecológico, procure o seu médico para realizar os exames necessários. A síndrome dos ovários policísticos tem tratamento e, quanto antes ele for iniciado, menores são as chances de a doença causar danos graves.

 

Fonte:

MINHA VIDA; Síndrome do Ovário Policístico. Disponível em: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/sindrome-do-ovario-policistico. Acesso em 12/03/2018.

Manual de orientação em ginecologia endócrina. Federação brasileira das associações de ginecologia e obstetrícia. 2010;6:76-96.

Fauser JM, Tarlatzis BC, Rebar RW, et al. Consensus on women’s health aspects of polycystic ovary syndrome (PCOS): the Amsterdam ESHRE/ ASRM-Sponsored 3rd PCOS Consensus Workshop Group. fertil Steril. 2012;97:28-38.

Prevenção

A síndrome dos ovários policísticos é um distúrbio endócrino que provoca alteração dos níveis hormonais. Essa alteração dos níveis hormonais leva à formação dos cistos nos ovários que fazem com que eles aumentem de tamanho. A mulher também passa a produzir mais têm masculinos que podem causar sintomas como aumento de pelos e aparecimento de acne. Por toda essa alteração hormonal muitas mulheres que tem SOP apresentam dificuldades para engravidar.

 

A causa exata da síndrome dos ovários policísticos ainda não é totalmente conhecida. Uma das hipóteses é que tenha uma origem genética, pois quando há casos de SOP em parentes próximas como mães e irmãs a chance de desenvolver a doença aumenta. Estudos indicam que a SOP está associada coma resistência à ação da insulina no organismo e aumento desse hormônio na corrente sanguínea é que provocaria o desequilíbrio hormonal que gera a doença.

 

Para prevenir a síndrome dos ovários policísticos é recomendada uma dieta leve e completa, acompanhada de exercícios físicos. Mulheres que estão acima do peso, têm glicemia, pressão arterial e taxa de colesterol elevadas fazem parte do grupo de risco da doença, por isso precisam se prevenir seguindo uma dieta saudável, praticando exercícios físicos e realizando acompanhamento ginecológico anual.

 

A SOP é uma doença que pode trazer graves danos à saúde ginecológica da mulher, podendo até mesmo levar à infertilidade. Por isso, assim que apresentar algum sintoma da doença ou se fizer parte do grupo de risco, procure um ginecologista para realizar os exames necessários. Sua saúde merece sua atenção.

 

Fonte:

SOGESP; Ovários Policísticos: o que causa, sintomas, prevenção e tratamentos. Disponível em: http://www.sogesp.com.br/canal-saude-mulher/guia-de-saude-e-bem-estar/ovarios-policisticos-o-que-e-causas-e-sintomas-prevencao-e-tratamentos. Acesso em 12/03/2018.

Tratamentos e cuidados

O tratamento da síndrome dos ovários policísticos depende dos sintomas que a mulher apresenta e do que ela pretende. Cabe ao médico e à paciente a avaliação do melhor tratamento, mas para isso é fundamental questionar se a paciente pretende engravidar ou não.

 

Os principais tratamentos são:

 

Anticoncepcionais orais
– Não havendo desejo de engravidar, grande parte das mulheres se beneficia com tratamento à base de anticoncepcionais orais. A pílula melhora os sintomas de aumento de pelos, aparecimento de espinhas, irregularidade menstrual e cólicas. Não há uma pílula específica para o controle dos sintomas. Existem pílulas que têm um efeito melhor sobre a acne, espinhas e pele oleosa. Mulheres que não podem tomar a pílula se beneficiam de tratamentos à base de progesterona.

 

Cirurgia
– Cada vez mais os métodos cirúrgicos para essa síndrome têm sido abandonados em função da eficiência do tratamento com anticoncepcionais orais.

 

Antidiabetogênicos orais
- Estando a síndrome dos ovários policísticos associada à resistência insulínica, um dos tratamentos disponíveis é por meio de medicamentos para diabetes.

 

Dieta e atividade física – Essas pacientes devem ser orientadas em relação à dieta e atividade física, simultaneamente com as medidas terapêuticas.

 

Indução da ovulação – 
Se a paciente pretende engravidar, o médico lhe recomendará tratamento de indução da ovulação, não sem antes afastar as outras possibilidades de causas de infertilidade. Não se deve fazer esse tratamento em mulheres que não estejam realmente tentando engravidar.

 

Referências:

http://hospitalsaomatheus.com.br/blog/sindrome-do-ovario-policistico-sintomas-tratamentos-e-prevencao/ Accessado em Novembro/20.

Manual de orientação em ginecologia endócrina. Federação brasileira das associações de ginecologia e obstetrícia. 2010;6:76-96.

Convivendo

A Síndrome dos Ovários Policísticos, também conhecida pela sigla SOP, é uma doença endocrinológica caracterizada pelo aumento da produção de hormônios masculinos nas mulheres. Após o diagnóstico, o tratamento deve ser realizado combinando dieta, atividade física e medicamentos, para garantir a qualidade de vida da paciente.

 

Para conviver bem com a síndrome dos ovários policísticos é fundamental realizar uma mudança no estilo de vida. Uma alimentação equilibrada, rica em vitaminas e minerais, é o primeiro passo. Praticar exercícios físicos com regularidade também é uma ferramenta poderosa para conviver em paz com a SOP, já que a doença agravada por certos fatores, tais como obesidade, diabetes e colesterol alto.

 

Perder peso quando se tem a síndrome favorece a queda das taxas dos hormônios masculinos e com isso melhora a função ovariana e a diminuição dos danos à fertilidade feminina causados pela enfermidade. Além disso, ao diminuir a taxa dos hormônios masculinos, os sintomas como acne, pelos no rosto e cólicas também são atenuados.

 

O tratamento hormonal, entre eles os contraceptivos hormonais orais, também podem ajudar as mulheres a viverem melhor com a SOP. Esses medicamentos ajudam a regular os ciclos menstruais e reduzem o risco do desenvolvimento de câncer do endométrio (tecido que reveste o útero internamente).

 

Se você tem a síndrome dos ovários policísticos procure o quanto antes o seu ginecologista, pois apenas um especialista poderá analisar seu caso e indicar o melhor tratamento. Afinal, é possível sim conviver bem com a SOP.

 

Fonte:

ENDOCRINO; 10 coisas que você precisa saber sobre síndrome dos ovários policísticos. Disponível em: https://www.endocrino.org.br/10-coisas-que-voce-precisa-saber-sobre-sindrome-dos-ovarios-policisticos/. Acesso em 12/03/2018.

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